17.7.11

Galeão, sem internet grátis

O mês é Junho. O ano é 2011. O aeroporto é o Internacional Tom Jobim, ou simplesmente Galeão. A área de embarque é internacional.

E a internet wi-fi grátis é inexistente!

Não foi pequena a minha surpresa ao descobrir que não poderia ver meus emails, nem ler notícias, enquanto esperava para embarcar.

Ora, somando o atraso do voo, foram pelo menos 3 horas sem poder usar a internet. E olha que a taxa de embarque é de 67 reais!

Pela quantidade de passageiros circulando, em um dia e horário que certamente não é dos mais movimentados, pode-se supor que a renda gerada por tal taxa é consideravelmente alta.

Mas não parece retornar em benefício dos que a pagam.

E não só pela ausência da internet grátis. Visitei 3 banheiros durante a minha espera. Nenhum deles estava limpo. Nenhum era espaçoso. Nenhum tinha lugar adequado onde eu pudesse deixar minha mochila enquanto usava o toilet.

Agora, sigo para o aeroporto de Frankfurt. Boa ocasião para comparar.

Não sou dos que acham que tudo no exterior é melhor do que no Brasil. Pensar assim é pensar errado. Somos bons em muitas áreas. Nem vou dar exemplos para não desviar o foco.

Mas em termos de infra-estrutura, aeroportos, portos, metrôs, trens, tudo isso que é essencial para que circulem pessoas e bens, nisso estamos visivelmente aquém do necessário.

E aí cabe uma autocrítica não complacente, e uma grande humildade e disposição para aprender com aqueles que fazem isso melhor do que nós.

E, parafraseando um gerente numa citação feliz: "Quem acorda tarde tem que trotar o dia inteiro". Senão, fica para trás.

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