16.12.09

Zeebo Boomerang Sports Tênis

Sabe aqueles momentos em que você parece estar no lugar certo, na hora certa?

Pois bem, quando penso na minha singela participação no desenvolvimento do jogo Boomerang Sports Tênis, para o Zeebo, não consigo deixar de acreditar que vivi uma dessa ocasiões “certas”, que às vezes nos aparecem na vida.

Mas, antes, deixe-me esclarecer: para os que não conhecem, Zeebo é o nome do que se pode chamar “o primeiro videogame brasileiro”. Lançado em Maio de 2009, o Zeebo é um projeto idealizado no Brasil, pelo grupo Tectoy, e fabricado na Zona Franca de Manaus.





Acabei trabalhando por um período, no segundo semestre de 2009, no estúdio chamado Tectoy Digital, braço do grupo Tectoy que atua na produção de jogos para o Zeebo, além de algumas outras “cositas más”.

O mais legal é que, quando entrei na companhia, com o cargo de “Game Developer”, fui parar justo no projeto do Boomerang Sports Tênis. Posso dizer que foi uma experiência fantástica!

Primeiro, pela seriedade e competência de todo o time de profissionais da Tectoy Digital. O lugar transpira trabalho e criatividade. Segundo, porque o projeto em si era dos mais desafiadores e interessantes.

Incluo acima o trailer do jogo, que foi lançado em Outubro de 2009. Embora tenha passado pouco tempo na empresa, estou certo de que vou guardar excelentes lembranças de tudo o que intensamente vivi por lá.


29.11.09

Omelete de idéias

Que as sociedades contemporâneas vivem uma “Era da Informação”, poucas pessoas discordariam. Prova disso é que novas maneiras de organizar e distribuir informações são criadas a cada dia, sobretudo por meio da maior invenção humana dos últimos séculos: a Internet.

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Devido ao dinamismo da Internet, e à espetacular capacidade de processamento dos computadores modernos, muitos previram que o livro, como fonte primordial de conhecimento, estava com seus dias contados.

Ledo engano.

Apesar de todo burburinho das novas tecnologias, ainda não se criou maneira mais eficaz de absorver idéias sofisticadas.

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Há, contudo, um dilema, intrínseco às diferenças entre o mundo da tecnologia moderna e o mundo da leitura. O dilema é que o ‘tempo’ da leitura continua sendo o mesmo que um ser humano percebia nos séculos que nos precederam; ao passo que o ‘tempo’ da informação via computador-internet é muito mais rápido.

Se esse aceleramento deslumbra os que possuem uma mente curiosa, também chega a enfadar a todos pela multiplicidade de opções, formas, cores e conteúdos.

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No meio disso tudo, como esperar que as novas gerações se debrussem sobre os bons e velhos livros para adquirir algo que, apesar de parecer que sim, não lhes pode ser ofertado de outra forma?

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Talvez só por meio de um pesado “marketing”, que convença aqueles que ‘não gostam de ler’ que não há outra forma de se realmente adquirir algum conhecimento científico mais complexo que não envolva boas horas de “bumbum na cadeira”.

Claro que a Internet pode ser uma poderosa aliada na batalha do conhecimento. Mas, como todo aliado, não poderá ganhar a guerra sozinha por nós.


19.11.09

Visualizing empires decline

This video was referred to me by my friend Daniel Machado.
I found it very interesting!
All possible ways of animating complex stuff seems to me a great opportunity to see things in completely new perspectives. And the video bellow is simply great on achieving that.
Congrats to the creators.

18.11.09

Reflexão.

Há algumas regras de vida que são muito simples. Tão simples, que chegam a ser intrigantes dentro de sua lógica cristalina, inegável, inignorável (se me permite aqui um neologismo).

Uma dessas regras é a que se poderia chamar “do superávit”. Sempre a observo em dois aspectos centrais da existência humana: comida e dinheiro.

Se ingerirmos mais calorias por meio da alimentação do que consumimos por meio das atividades do dia-a-dia, engordaremos. O oposto também ocorre.

Se, a cada mês, gastarmos mais do que recebemos como renda, iremos empobrecer. O contrário é igualmente verdadeiro.

Mas quando se trata do conhecimento humano, parece que a regra é muitas vezes subvertida. Tenho visto muitos que não “ingerem” conhecimentos numa base regular, e querem, não obstante, “ensinar” o que não aprenderam. São mestres daquilo que ignoram.

Se isso ocorre, contudo, pelo menos parte da culpa recai sobre os que mais ingerem do que expelem. Aqueles que acumulam conhecimentos e não sabem como se impor nas dialéticas do cotidiano.

Enquanto os “superavitários do conhecimento” não souberem se impor nas escolas, nos empresas e na política, a sociedade permanecerá refém da ignorância ilustrada.

Porque, como disse o grande Martin Luther King:

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”

4.10.09

O Rio de Janeiro continua lindo.


Nesses últimos dias, o Rio de Janeiro tem sido motivo de muitas matérias de jornal e conversas de botequim. O motivo, claro, é a memorável conquista do direito de sediar as Olimpíadas de 2016. Mas a razão de ser deste post, apesar de incluir o Rio, não tem a ver com as Olimpíadas.

A razão é que este humilde blogueiro que vos fala é um dos mais novos moradores da Cidade Maravilhosa. Isso mesmo. Sou paulista de nascimento e lá morei até exatos 16 dias atrás. Foi então que me mudei para a Cidade Maravilhosa.

Aliás, esse codinome imponente, escrito com todas as letras na placa de boas-vindas para quem chega ao Rio via aeroporto internacional do Galeão, merece uma breve reflexão. Porque é algo que poderia incomodar algumas pessoas que por cá não vivem ou que cá não conhecem. Poderiam julgar o título presunçoso e talvez até um pouco megalomaníaco. Mas não é preciso dizer que um rápido passeio pela orla da Zona Sul da cidade é suficiente para amolecer os corações mais carrancudos.

A cidade é, de fato, um espetáculo. As belezas naturais são diferentes de quase tudo que há por aí. Sim, são praias e morros como os que acontecem em muitos outros lugares... mas, por alguma misteriosa razão divina, os elementos da natureza estão dispostos de modo tão soberbo por aqui, que o título de Cidade Maravilhosa não poderia ser dado a um local mais apropriado.

E quanto aos problemas sociais e da violência pública, perguntaria um leitor mais invocado. Sim, eles existem, são muitos e de notório conhecimento do público em geral. São reais e sérios. Dignos de preocupação. Mas não são suficientes, contudo, para ofuscar a beleza sem par de um pôr do sol em Copacabana.


Feita a reflexão, voltemos ao assunto original. Queria acrescentar que a mudança para o Rio era algo impensável até 3 ou 4 meses atrás. Foi uma oportunidade de trabalho interessante que surgiu de repente e mudou o panorama da minha humilde existência. Espero saber aproveitar essa nova experiência o melhor possível e compartilhar neste blog algumas das impressões deste paulista deslumbrado com sua nova cidade-lar.

Para finalizar, sintetizando o paradoxo que é a cidade do Rio de Janeiro, vale lembrar a frase dita por Tom Jobim ao explicar sua volta para o Rio, depois de morar um período em Nova York. Dizia ele que os Estados Unidos é ótimo, mas é uma merda. Já o Brasil é uma merda, mas é ótimo.

28.9.09

A Morte de um blog...

Quem nunca começou um blog e parou pouco tempo depois que atire a primeira pedra...

Sim, caro leitor, talvez você não tenha nunca começado um blog e possua, neste momento, força moral suficiente para me arremessar uma bela de uma pedra. Mas, ainda que seja esse o caso, tenho certeza que seu bondoso coração compreenderá os infortúnios que levaram este pretenso blogueiro a interromper seu ofício.

Desnecessário dizer.. o trabalho intenso, novas atividades, estudos, mais livros para ler, empresa, mais trabalho, programação, busca por emprego, trabalho novo, enfim... não é preciso me alongar. Ademais, não foi a primeira vez que viu algo semelhante ocorrer, não é mesmo, generoso leitor? Outros amigos seus hão de ter criado blogs novinhos em folha, hão de ter prometido posts constantes e interessantes, pelo tempo que haveria de vir e.. bem, e depois a vida, os sonhos, os projetos, a urgência do hoje.. e lá se foi, dessa para uma melhor, mais um blog feliz e vibrante.


Bom, que posso dizer agora?

Desculpas pedidas, justificativas dadas, que venha um novo recomeço! Que afinal de contas a vida é um recomeçar sem fim. Até que finde. E que comece outra vida, melhor ainda que esta!