18.2.10

O mundo à noite e o consumo de energia


Talvez a imagem acima não lhe seja novidade, caro leitor. Trata-se, basicamente, da iluminação pública da Terra, vista durante a noite, a partir do espaço. Imagens semelhantes são produzidas já há alguns anos, e com relativa frequência, com base nos dados obtidos pelos satélites do DMSP (Defense Meteorological Satellite Program), órgão ligado à Força Aérea norte-americana.

Essa imagem, em particular, foi obtida do site da Nasa. Mais especificamente, da seção de fotos do dia (Picture of the Day Archive).

Como a Terra sempre tem metade de sua superfície iluminada pelo dia e metade escurecida pela noite, trata-se de uma montagem.

Não são poucas as interpretações possíveis a partir de imagens desse tipo. A mais evidente é a correlação entre áreas desenvolvidas e iluminação, uma vez que Estados Unidos, Europa e Japão são os pontos de maior espalhamento luminoso do planeta. Uma segunda interpretação análoga seria a correlação entre desenvolvimento e consumo energético.

Duas regiões surpreendem positivamente em termos de luminosidade: Índia e leste da China, uma vez que se assemelham a regiões de maior maturidade econômica.

Por outro lado, grandes porções da África, América Latina, Ásia e Oceania ainda apresentam-se parcamente iluminadas durante a noite. Isso indica um provável aumento da demanda por energia num futuro próximo, dado que tais regiões continuarão a se desenvolver economicamente, ainda que em ritmos mais ou menos intensos.

Para um mundo já carente de fontes energéticas e com previsão de esgotamento do petróleo nas próximas décadas, a imagem acima pode evocar uma ameaça – de colapso no abastecimento global de energia – ou uma oportunidade – para o desenvolvimento de novas tecnologias e novos negócios. Depende de como se queira ler a realidade.


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